O Poleiro é Fixe

O Poleiro é Fixe



Lisboa me conquistou!

Já havia visitado a cidade dos bondinhos e altos-e-baixos anos atrás, mas desta vez o tempo me permitiu maior intensidade. Sem a correria usual das férias, foram 8 dias namorando a arquitetura, o Tejo e os prazeres da boa culinária.

E pra falar da boa culinária começo esse post sobre o restaurante 'O Poleiro'. Recomendado por diversas fontes e atestado pelo nosso novo aplicativo, bacana e pragmático, "Where the chefs eat".

Localizado ligeiramente fora do eixo tradicional (Chiado-Bairro Alto), o ambiente desse restaurante é notoriamente familiar e aconchegante; uma casa bem simpática adaptada à restaurante oferece o tom do lugar. Os donos são dois irmãos, senhores e hospitaleiros; um responsável pelos clientes e o outro focado na coordenação da cozinha. O apreço pelo bom atendimento, o carinho no confecção do couvert, e os detalhes nos pormenores fazem a diferença.

Começamos as festividades com um fantástico bolinho de bacalhau de entrada, suculento e fresquinho, crocante por fora e macio por dentro. Bem acima da média, diga-se de passagem...

Dentre as inúmeras opções de pratos (carnes, peixes, ensopados, etc) provamos o bacalhau a lagareiro e pataniscas de bacalhau com feijao vermelho e arroz. O bacalhau a lagareiro estava perfeito, dissolvia na boca junto com as batatas ao murro e pimentões verdes, tudo no ponto ideal, devidamente embebedado por azeite português. O destaque do bacalhau foi para o pão-torrada encharcado pelo azeite que complementou as guarnições, novidade das boas! As pataniscas não fugiram a regra e estavam crocantes, sequinhas, rodeadas por um arroz com feijão molhadinho, como um bom baião de dois. Dá água na boca só de relembrá-lo.

Como uma verdadeira formiga atômica (não deixei de experimentar a sobremesa nos cerca de 10 restaurantes que conhecemos), finalizei com o sugerido "barriga de freira", uma espécie de mousse de pão, muito açúcar, ovo e manteiga. Impossivel de descrever, mas fácil de explicar, a melhor sobremesa da viagem.

Toda essa comilança acompanhada por um bom vinho, Dona Maria, da região do Alentejo.

Na saída ratificamos o prestígio dos irmãos, notamos diversos recortes de jornais e revistas enaltecendo o trabalho da dupla. Em uma delas, um dos irmãos dizia: "não somos chefes de cozinha, somos apreciadores da boa cozinha portuguesa". Perfeito!

Termino o post com a expressão do dia-a-dia portuguesa para qualificar qualquer coisa muito bacana: O Poleiro é fixe!






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