Mozzarela!


Mozzarela!


Jardins é considerado um ponto turístico de São Paulo, com restaurantes badalados, hotéis de primeira linha, lojas de grifes internacionais e bares bem frequentados. Estrangeiros para lá e para cá, executivos com seus blackberries e madames com mini-cachorros e mega-sacolas. O bairro foi projetado pelo inglês Barry Parker, o mesmo urbanista que desenvolveu o conceito de cidades-jardins. Esse conceito defende a harmonização de áreas residenciais com espaços verdes e busca concentrar residências de alto padrão. Talvez seja esse contexto que explica a dificuldade que temos em encontrar restaurantes com o clima que gostamos: comida boa, aconchegante e bom preço.

Seguindo a nossa linha são dois os restaurantes nos jardins que quebram esse paradigma, fazendo valer a pena sair de casa: o Zena Caffé e o Le Jazz. Parece que chegou a hora de adicionarmos mais um nome nessa listinha, o Mozza.

O local é agradável e descontraído, com personalidade e charme na decoração. Mesas com sofá de parede num estilo bistrô francês. Romântico! A cozinha segue uma linha mais informal, lembrando um pouco aquela cadeia italiana, o Obika Mozzarela Bar, onde tudo gira em torno da mussarela de búfala. O cardápio é amplo, com muitas entradinhas interessantes que ativam as papilas gustativas: pizza, calzones e massas. O atendimento foi excelente, nem parecia que estavam rodando há somente 3 meses. Todas as engrenagens bem encaixadinhas, provavelmente em função da larga experiência do grupo (eles são donos também do Kaá, Girarrosto, Italy e Jelly Bread).

Para esquentar essa gélida noite, vinho (parece que os coquetéis são tops também). Adotamos novamente a tática do (n + 1) onde n é o vinho mais barato da carta de vinhos. A pedida da vez foi um vinho italiano, da Sicilia. Boa qualidade (pelo menos pra gente) e preço acessível: R$ 49,00.

Seguindo a indicação local, começamos pedindo a famosa degustação de mussarela de búfala com diversas variantes de estilo e tamanho, burrata, defumada e reduzida no balsâmico foram os destaques. Tudo muito bem acompanhado por um pão bem quentinho! Os pratos principais foram ossobuco com cabelo de anjo (com um molhinho do próprio ossobuco!) e nhoque de espinafre recheado de queijo de cabra. Ambos excelentes, com o destaque ao ossobuco, incrível! A saborasa carne desmanchava na boca, combinando perfeitamente com a massa.

Para finalizar, a sobremesa. Ficamos na dúvida entre o Cheescake e o Tiramissu! E na certeza a simpática garçonete nos ofereceu um pequeno - mas representativo - pedaço de cada um. O Tiramissu estava divino, muito gostoso. O cheescake era muito fininho, preferimos aqueles mais tradicionais, com aquela grossa com camada de queijo (nosso benchmark atual é aquele do The Cheesecake Factory).

O preço foi justo, R$ 200,00. Surpreendente por se tratar de uma região que dificilmente oferece uma relação custo-benefício tão interessante. Por ser um restaurante jovem, a procura deverá aumentar com o tempo. Tomara que mantenham o preço!

Rafael Pizanti, responsável pelos coquetéis

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