Uma Típica Quarta Feira
Évora foi a cidade escolhida para nosso almoço quando visitamos à região do Alentejo. Por ser uma cidade antiga, medieval, simples e bela e por estar no epicentro das vinícolas pelas quais passamos. Em uma viagem de um dia pudemos conhecer duas vinícolas, ambas com vinhos comercializados no Brasil, Herdade do Esporão e Cartuxa.
Em Évora encontramos 3 aparentes boas opções de almoço em nossa minuciosa pesquisa. Porém, pela falta de informação sobre a cidade e nenhuma indicação confiável, deixamos a sorte decidir qual seria o nosso destino.
É interessante como o acaso as vezes é fator determinante para uma boa experiência de vida. Pois foi por acaso que conhecemos o simpático José Dias, dono e cozinheiro do Restaurante 'Tipica Quarta Feira'. Passamos na frente da primeira opção que, sem motivos claros, pouco nos apeteceu. Viramos a esquerda, fomos reto algumas quadras, deixamos um tempinho pro GPS respirar e pimba, demos de cara com o simpático restaurante-taberna do Sr. José. Pela simpatia e hospitalidade logo decidimos que seria ali mesmo nossa parada.
Em Évora encontramos 3 aparentes boas opções de almoço em nossa minuciosa pesquisa. Porém, pela falta de informação sobre a cidade e nenhuma indicação confiável, deixamos a sorte decidir qual seria o nosso destino.
É interessante como o acaso as vezes é fator determinante para uma boa experiência de vida. Pois foi por acaso que conhecemos o simpático José Dias, dono e cozinheiro do Restaurante 'Tipica Quarta Feira'. Passamos na frente da primeira opção que, sem motivos claros, pouco nos apeteceu. Viramos a esquerda, fomos reto algumas quadras, deixamos um tempinho pro GPS respirar e pimba, demos de cara com o simpático restaurante-taberna do Sr. José. Pela simpatia e hospitalidade logo decidimos que seria ali mesmo nossa parada.
Nem mesmo sentamos logo percebemos que ali quem manda é o português! Despoticamente ele decide quais serão as entradas, pratos e sobremesa, comandando tanto turistas e como locais.
De bate pronto começamos com um vinho "sugerido" pelo Sr. José, uma mistura de 3 uvas alentejanas de um produtor pequeno e amigo do restaurante. Não que ele tenha enfatizado tal amizade, detectamos isso quando vimos no próprio rótulo do vinho a representação artística do Sr. José. Um vinho justo para ocasião.
Em poucos minutos nos foi servido cogumelos salteados, generosos e mega saborosos, aparentemente refogados em molhinho todo especial, junto com uma cestinha de pães caseiros e manteiga 'da boa'. Um belo ponta pé inicial!
Adiante nos deparamos com um prato principal fantástico, porco assado e ligeiramente ensopado, acompanhado de batatas, arroz e um sulfito de espinafre.
Assim como na Espanha, em Portugal ouve-se muito sobre o temido pata-negra, mas com outro nome, bem mais amigável, simples como porco-preto. Isso é bem Portugal!
Bom, adianto que o porco preto do Sr. José encabeça a lista das grande delícias que já provamos. Uma maravilha.
Pelo que entendemos eles trabalham com uma parte próxima ao pescoço mas, ao contrário que a localidade sugere, os pedaços de porco tinham muita carne e raras gorduras. Cada garfada despretensiosa rende uma generosa porção de carne, macia e molhadinha, no ponto de se firmar no garfo mas se desmanchar na boca.
Nos acompanhamentos o destaque foi o sulfito de espinafre, uma espécie de suflê. Delicia.
A sobremesa também despontaram. Encharcada de ovos, pesadinha mas interessante e uma torta de nozes e ovos muito boa, como um bolo em camadas. Top.
Todo o almoço foi enfeitado pela hospitalidade de donos e empregados e uma série de interações e troca de afagos entre clientes e a turma do Sr. José. Eles nos mostraram todos os brasileiros que por ali já estiveram (famosos inclusive), nos levaram a cozinha, e mediaram divertidas discussões sobre futebol, política, comida e vinho. Aliás, sobre esse último, Sr. José nos levou a uma adega pessoal, com muitos vinhos e diversas pérolas-jóias, que ele guarda para o casamento dos netos. Uma personalidade, uma grande pessoa!
Évora é uma cidadesinha que nos faz pensar sobre a vida. Pequenas ruelas de paralelepípedos, igrejinhas, praças, poucas pessoas nas ruas e uma tranquilidade transcendental, que nos dá a sensação de túnel do tempo.


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